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março 21, 2007

Atum dos Açores


Não gosto de me prestar a publicidade gratuita, mas não há regra sem excepção. Sempre me habituei, em criança e jovem nos Açores, ao excelente atum de conserva da Corretora. Desapareceu há muito e a velha fábrica ainda está de pé, em S. Roque, mas como monumento à decrepitude. Entretanto, várias fábricas continentais passaram a usar atum açoriano, mas sem o identificar. Vejo agora uma notícia sobre a nova rotulagem do atum Bom Petisco (lembram-se, "Ó Maria, tens cá disto? Quero atum Bom Petisco") e, para minha surpresa, o destaque à origem açoriana.

Neste caso, nem se trata apenas de coisas mais ou menos subtis, como temperatura do mar, alimentação do atum, etc. É que são mesmo espécies diferentes. O atum açoriano (e também o madeirense), popularmente sempre chamado de albacora, é o Thunnus obesus, muito valioso pela procura japonesa para o "sashimi". É diferente do Thunnus thynnus, o rabil algarvio e mediterrânico. A coisa até é mais complicada, por haver ainda um outro atum açoriano, de pequena dimensão, o bonito (Katsuwonus pelamis), que, ao que julgo saber, só se consome fresco e não é utilizado para conservas.

A partir de agora, cá em casa, volta a ser "Ó Maria, tens cá disto?".

2 Comentários:

Anonymous Helder B escreveu...

Por mero acaso, encontrei esta crónica. Mas o que me levou a comentar é o querer dar-lhe a boa notícia de que o Atum da Corretora continua bem vivo e à venda, bom e o melhor como sempre!

28/4/07 02:53  
Anonymous Anónimo escreveu...

"Tens cá disto" era o Evaristo do Pátio das Cantigas. O anúncio que refere dizia o seguinte:

"-Ó Maria, lembra-te disto: cá em casa só Bom Petisco."

31/8/09 04:21  

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